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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O futuro dos media

Um post de http://mediascopio.wordpress.com/ que me parece bastante pertinente.

Um ‘master’ de media da Escola Europeia de Gestão, presente em vários países, decidiu assinalar os seus 20 anos lançando um processo de reflexão e de auscultação sobre cenários dos media nos próximos 20 anos. O questionário preparado neste âmbito - que já começa a ter respostas - pode ser respondido por qualquer um. Aqui fica a tradução, com alguma adaptação pontual ao caso português. Alguém quer responder?

TELEVISÃO
1) Em que suporte se verá televisão em 2028?
2) Quais serão os programas mais difundidos pela TV dentro de 20 anos?
3) Qual será o futuro dos canais públicos?
4) A TVI, dentro de 20 anos, será…
5) Se tivesse de apostar num canal de televisão digital terrestre, em qual
apostaria?
6) Quais serão os grandes investidores em televisão no futuro, em Portugal?

IMPRENSA
1) Qual será o suporte da imprensa em 2028?
2) Qual será o primeiro jornal diário a desaparecer, nos próximos 20 anos?
3) Quais serão os jornais que conseguirão maiores lucros nos próximos 20 anos?
4) Que papel terá o leitor nas tr4ansformações da imprensa nos próximos 20 anos?
5) Como evoluirá o papel do jornalista nos próximos 20 anos?

CINEMA
1) Para si as salas de cinema irão mudar nos 20 anos que vêm aí?
2) Quem serão os produtores de cinema nos próximos 20 anos?
3) Qual será o país que será o maior produtor de cinema?

INTERNET
1) Se tivesse de imaginar a web nos próximos 20 anos, como é que ela seria?
2) Que derivas poderá a Internet acarretar para o sistema mediático?
3) Que soluções virão a ser encontradas para o problema da pirataria?
4) Que influência terá a Internet na relação do cidadão com a política, tanto em regimes democráticos que em regimes repressivos?
5) Que aspectos o fazem ser mais optimista quanto à evolução dos media nos próximos 20 anos?
6) E que aspectos o fazem ser mais pessimista?

GERAL
1) O cinema do séc. XXI será mais influenciado pela Xbox ou pelos irmãos Lumière?
2) Em que suportes se consultará predominantemente a informação em 2028?
3) Será que o consumo a pedido já ganhou ao “broadcasting” ?
4) Quem serão os donos dos conteúdos nos próximos 20 anos? Televisões? Operadores móveis? Editores? Produtores?…
5) Será que em 2028 ainda existirá algum título de imprensa escrita anterior à Internet?

Quem quer arriscar respostas?

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

História da TV Brasileira

Trabalhos de alunos ou nem tanto que podem dar a conhecer um pouco da cultura de uma país... quer se queira, quer não, a televisão faz parte da cultura e é vista por uma grande parte da população.

História muito resumida (03:36)
http://www.youtube.com/watch?v=BNMhPC5zv-k

História mais detalhada (20 minutos dividos por dois vídeos)
http://www.youtube.com/watch?v=MedL36RbV_Q
e
http://www.youtube.com/watch?v=KlKSfF4I4qo

Pérolas do YouTube

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS MEDIA EM PORTUGAL - I

"Um marco significativo nos últimos 15 anos foi o nascimento da televisão comercial (SIC em Outubro de 1992 e TVI em Fevereiro de 1993). Em 1995, escassos três anos depois do arranque, a SIC retirava à RTP (canal público) a liderança em termos de audiência, durante o período nobre da emissão, e que se alargaria ao resto do dia nos anos seguintes (Santos, 2002). A esta posição ganhadora da SIC iria responder a TVI, o outro canal comercial, que alcançara a posição de desafiante a partir de 2000 (Cardoso e Mendonça, 2006: 7), reservando-se para a RTP o lugar de resiliente.

O alcandorar-se ao lugar de ganhador por parte dos canais comerciais assentou em quatro vectores: 1) informação (de qualidade na SIC, que foi perdendo ao longo dos anos, tablóide na TVI, com sensacionalismo e muitas notícias sobre crimes), 2) novelas (em português do Brasil na SIC, em português de Portugal na TVI), 3) programação popular (e reality-shows na TVI), 4) “parasitagem” das revistas de televisão e cor-de-rosa às personagens dos programas populares (fofocas sobre vidas sentimentais, casamentos, divórcios e nascimentos de crianças), representando uma segunda narrativa face aos programas e com repercussão positiva na popularidade destes (audiências).

Há um outro ângulo a registar. No relançamento do debate do serviço público de televisão em 2002, Joaquim Fidalgo (2003: 14-15) considera o surgimento da televisão comercial (em Portugal e na Europa) como produto directo de factores políticos, sociais e económicos, em que inclui a desregulação do sector das telecomunicações e a mudança de paradigma quanto à concepção da televisão: da esfera social e cultural para o domínio económico e político.

Ainda na televisão, nasceram novas plataformas de transmissão, da qual a mais poderosa é a televisão por cabo (com redução do impacto da televisão por satélite, além da promessa ainda não cumprida do arranque da televisão digital por via terrestre). Pertencendo ao grupo PT, a TV Cabo apareceu em 1994 e tem exercido uma posição hegemónica, a que se seguem empresas como a Bragatel, Cabovisão, Pluricanal e TVTEL, algumas em situação financeira complicada. A televisão por cabo é responsável já por cerca de 15% da audiência média em televisão. Por seu lado, a televisão por satélite serviu para o nascimento de canais internacionais pertencentes aos grupos de televisão já existentes, casos da RTP e da SIC. Os mesmos operadores generalistas entrariam também na plataforma do cabo: SIC (Notícias, Radical, Comédia) e RTP (RTPN).

[continua]"

Texto de Rogério Santos no seu blogue http://industrias-culturais.blogspot.com/

A acompanhar.